terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coluna Folha de Chapecó - Dia 22 de fevereiro

Normal

Resultado normal, o de sábado à tarde, em Criciúma. O empate por um a um no Heriberto Hülse nada tem de extraordinário, mesmo porque as duas equipes fizeram campanhas muito parecidas na fase de classificação. Muito embora, também, a Chapecoense desperdiçou oportunidade de ouro ao final da partida, o que daria a vitória ao time oestino. Daria, não deu. É pensar agora no returno do Catarinão.

Só no carnaval

A Chapecoense volta a campo somente no sábado de carnaval, dia cinco de março. Será contra o Avaí, na Arena Condá. O jogo vale pela abertura do segundo turno. É preciso repetir a pontuação da abertura do Campeonato, ou seja, vencer o clube da capital e somar três pontos de cara. Ainda mais que a Chapecoense só tem quatro jogos em casa nesta fase. Serão cinco longe de Chapecó. Vencer em casa é necessário.

Figueira

O Figueirense tem tudo pra conquistar o turno do Estadual. Joga em casa e pelo empate. O Criciúma precisa vencer. E acho até que é bom o Figueira ser campeão da primeira metade do campeonato. É o clube melhor estruturado do certame e pode também vencer o returno. Se isso ocorrer, abre vaga na final para o melhor clube pelo índice técnico, na soma dos dois turnos, exceto as semifinais e finais.

Formula

Muito se fala da formula do Campeonato Catarinense. É a mesma do ano passado, não foi alterada. É injusto um time jogar em casa e ainda pelo empate nas decisões dos turnos. Jogar em casa, ainda mais aqui em Santa Catarina, já é mais que meio caminho andado para vencer. Jogar pelo empate, então, é praticamente garantia de classificação para o mandatário. No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, por exemplo, não é assim. Nesses Estados a decisão, em caso de empate, vai para os pênaltis. É o mais justo. Porém, não adianta reclamar. Regulamento é regulamento. Assinaram, cumpram. Os dirigentes é que tem de ficar atentos e modificar essa aberração. Agora, se eles aprovam, vamos fazer o que?

RS

Pelos lados do Rio Grande do Sul, o Grêmio superou as expectativas e goleou o Ypiranga de Erechim. Vinha, inclusive, de boa vitória pela Libertadores da América. O Internacional frustrou seu torcedor ao ser eliminado pelo Cruzeiro, também de Porto Alegre. Será que os dirigentes colorados têm convicção do que estão fazendo? O time B colorado é melhor do que os outros que disputam o Gauchão? Futebol se ganha só nome, ou é preciso botar em campo um time, pelo menos, bom? O que preocupa mesmo é que essas “mentes brilhantes” se mostram tranqüilas quanto a Libertadores deste ano. Já levou toco na estréia. Como será campanha do Inter na competição? Está tudo bem, sob controle? Aos olhos da direção, ao que parece, sim. A visão do torcedor, no entanto, é mais ampla e diz que não. Acorda diretoria!

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