terça-feira, 1 de março de 2011

Folha de Chapecó - Dia 1 de março

Deu Tigre

Guilherme Macuglia está na final do Campeonato Catarinense de Futebol. O seu time, o Criciúma, venceu o Figueirense em Florianópolis e agora aguarda o adversário para a grande decisão. De quebra, está na Copa do Brasil do ano que vem. Isso significa que muitos por aí já erraram suas previsões, que era de uma final entre os dois da capital, no maior clássico (para eles) estadual. Não vai dar, pois um tigre se intrometeu no caminho. Só um dos dois poderá chegar, ou Figueira, ou Avai. Isso se outro interiorano não chegar na frente, o que é possível. Santa Catarina é interessante por isso. Se no Rio Grande do Sul quase sempre dá Inter ou Grêmio. Por aqui é diferente, quase sempre o interior chega e, não raro, conquista o título.

É por isso

É por essas e outras que Santa Catarina não é, e não será, o Rio Grande do Sul. Não adianta alguns tentarem enfiar goela a que os times da capital são estadualizados, porque não são. Não são mesmo. No Rio Grande do Sul, os dois principais times da capital são, cada um, campeão do mundo e bi da Libertadores. Além do que conquistaram inúmeros títulos a nível estadual e nacional. São duas potencias mundiais. Aqui não. A distância é imensurável. Cada região tem seus clubes e nelas não se torce, salvo raras exceções, nem para Avaí, nem para Figueirense. E vice e versa. E ponto.

Não adianta

E não adianta querer inventar. Quem inventa é inventor. Assim como quem torce é torcedor. Cada um no seu quadrado. A geografia do Estado contribui para essa situação. Até a potência das emissoras de rádio da capital contribui. Não existe emissora estadualizada. No Rio Grande do Sul já é diferente, e muito. Lá se é gremista ou colorado, para depois torcer pelo time da sua cidade. Inter e Grêmio são instituições no Estado. E centenárias.

Returno

O segundo turno começa na sexta, com jogos também no sábado. A Chapecoense estréia em casa, contra o Avaí, no sábado de carnaval É necessário vencer, pra fazer o dever de casa. E depois buscar pontos importantes fora de seus domínios. É uma nova peleja que se inicia, do zero. Lembro de 2007, quando o Tigre venceu o turno e a Chapecoense o returno. No final das contas, deu Verdão campeão. Será que dá pra repetir a dose? O turno mostrou que é possível, basta caprichar um pouco e não deixar o cavalo para encilhado. Ninguém está anos-luz a frente de ninguém. É um campeonato parelho, onde é possível sim pelear de igual pra igual. Só não dá pra marcar touca, bobeira.

Você vai?

Você estará na Arena Condá, no próximo sábado? Pois deveria ir. Você, torcedor, é peça fundamental nesta caminhada. Vá, torça, faça a sua parte. Os ingressos já estão à venda.

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