terça-feira, 12 de abril de 2011

Coluna Folha de Chapecó - Dia 12 de abril de 2011

Falcão I

Paulo Roberto Falcão, nome inquestionável na história do futebol mundial. Foi escolhido, em pesquisa, como o Atleta do Século no Rio Grande do Sul. Na Itália foi chamado de Rei de Roma e até o Papa João Paulo II pediu sua permanência na Roma na década de 1980. Jogou duas Copas do Mundo. Não foi campeão, verdade, mas fez parte daquela inesquecível Seleção de 82, comandada pelo Telê Santana, que depois praticamente repetiu a base em 86. Não foi campeão da Libertadores, apenas vice, em 1980. Porém, fez parte do irresistível elenco que chegou ao octa gaúcho e ao tri nacional. Dentro de campo, uma sumidade. Fora dele, como comentarista, o melhor do Brasil. Já como técnico, deixou a desejar. Estreou na Seleção, passou pelo Inter, pelo América do México e pela Seleção Japonesa. O saldo não foi bom, muito embora tenha revelado vários jogadores na Seleção, em um momento de renovação imposto pela CBF no início dos anos 90, após o fiasco dos comandados de Sebastião Lazaroni na Copa da Itália.

Falcão II

Também é verdade que o momento do Inter, em 93, era outro. Vinha de uma Copa do Brasil, conquistada um ano antes, mas não era um clube bem estruturado financeiramente, nem um time com jogadores de exceção. Um momento apenas razoável. Nem o gramado do Beira-Rio, muitas vezes considerado o melhor do país, era digno de receber partidas de futebol, lembro bem. Enfim, outro momento, bem diferente do que agora se apresenta. Hoje o Inter é, quem sabe, o time melhor estruturado do Brasil. Tem jogadores de exceção e vem de várias conquistas internacionais. A fase é outra. Pode, sim, dar certo. Pode, inclusive, ser um acerto de contas da história colorada com o hoje técnico Falcão. O mesmo Falcão que deixou o Beira-Rio sob vaias após aquela decisão contra o Nacional, na Libertadores de 1980. Porém, os torcedores colorados nunca deixaram de torcer pelo eterno camisa 5, seja na Roma, na Seleção ou no São Paulo, onde encerrou a carreira. A história deve uma Libertadores a Paulo Roberto Falcão. Pode ser agora, não dentro de campo, mas à beira dele. Com Abelão, o acerto com a história já ocorreu, em 2006. Falcão pode fazer o seu agora em 2011. Será bem diferente, acreditem, do que foi há 18 anos atrás.

Líder

A Chapecoense atropelou o Concórdia e manteve-se na ponta do Catarinão. Será preciso, como comentei semana passada, vencer as duas ultimas partidas pra não correr riscos. Tivesse o Criciúma ajudado, o primeiro lugar estaria garantido domingo mesmo. Como o Figueira venceu, lá vamos nós de novo atrás de uma vitória fora de casa. O ruim é que o Brusque segue vivo pelo G-4 e o Figueirense deve passar sem problemas pelo Imbituba. Ou seja, o primeiro lugar passa por uma vitória no estádio Augusto Bauer. O certo, até agora, é que dia 24 tem jogo em Chapecó pela semifinal. Contra quem ainda não sabemos. A Chapecoense é a equipe de melhor campanha no Estadual, lidera todo o returno. Nada mais justo do que chegar a final. Só tem um porém: no futebol, nem sempre a justiça prevalece. Um obstáculo a mais a ser superado.

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