Li ontem a edição dessa semana da revista IstoÉ. A matéria
de capa trata de criminosos famosos e suas vidas após saírem da prisão. Entre outros,
fala da Paula Thomaz, que cumpriu pena junto do agora “ex” pelo assassinato da
atriz Daniela Perez, ocorrido em 1992. Também um hoje professor de educação física,
que cumpriu pena pela morte de uma menina de 15 na década de 1980 no Rio de
Janeiro, além dos jovens que incendiaram o índio pataxó no Distrito Federal.
Todos já cumpriram suas penas e recomeçam suas vidas.
O tal professor, que hoje tem academia em praia carioca, implorou
para não recordar o passado, pois tem medo de ser reconhecido e perder seus vários
clientes, alegando que sua cumpriu pena e está em dia com a Justiça. A reportagem,
no entanto, deu a localização de sua academia, seu nome no passado e o sobrenome
que uso nos dias atuais, ou seja, todos saberão quem é e o que fez.
Pergunto: Eles devem ser expostos publicamente, ou merecem ter
privacidade? O que fizeram no passado deve condená-los também no presente,
mesmo já tendo quitado pendências com a Justiça? A “Justiça dos Homens” realmente
fez justiça e é o suficiente? A sociedade deve excluí-los para sempre, ou têm
direito ao recomeço? O que fizeram tem ou não tem perdão? O que você acha?
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