Reviravolta
Cheguei a escrever na última sexta-feira que o Grêmio já era o Campeão Gaúcho. Disse, porém, que se o Inter revertesse a situação, seria uma vitória de Copa do Mundo. E foi justamente o que aconteceu. Ninguém pode se queixar que os últimos clássicos no Rio Grande do Sul foram mornos, sem emoção. Nesta decisão foram dois Gre-Nais, com dez gols, o que é raro. Três a dois para o Grêmio no Gigante e o mesmo placar para o Inter no Monumental. A reviravolta colorada foi marcante, ainda mais que saiu perdendo o Gre-Nal. Fez os três gols necessários e por pouco – leia-se Renan – não comemorou o título no tempo normal.
Herói
O goleiro Renan foi bandido e mocinho neste Gre-Nal de domingo. Falhou, como já havia falhado antes, e provocou a decisão por pênaltis. Depois defendeu três e se consagrou. De vilão à herói em poucos minutos. Gre-Nal é assim. Futebol é assim. Vida de goleiro é assim.
Justo
O título da Chapecoense foi justo. Ganhou a equipe de melhor campanha na competição, a equipe que mais venceu e marcou gols. Justiça foi feita. E o equilíbrio, em termos de placar final - foi visto novamente entre os finalistas. De novo o resultado foi mínimo, um gol de diferença. No entanto, a Chapecoense levou vantagem sobre o Tigre, pois foram quatro cinco jogos, onde venceu três, empatou um e perdeu outro. Sempre com um único gol de diferença.
Números
A Chapecoense só não marcou gol em uma única partida deste Catarinão. Foi no primeiro jogo da decisão, em Criciúma. Em 23 jogos, marcou 40 gols e sofreu 28. Obteve 13 vitórias, 6 empates e perdeu em 4 oportunidades. O aproveitamento da Chapecoense foi de 65,2% no Campeonato Estadual, contra 53% do Criciúma. Os números mostram a superioridade do Verdão, o que confirma a justiça do resultado.
Nunca vi
Nunca vi algo igual ao que a direção do Criciúma fez no domingo. Trazer o time para Chapecó em cima da hora, fretar avião e aqui chegar duas horas antes foi pra acabar com o time. Estratégia completamente errada. A direção tirou os jogadores do clima da decisão. Certamente todos estavam apreensivos, uma vez que chovia no sul e no oeste, o que poderia até impossibilitar a viagem aérea. Um risco, um gasto desnecessário, uma bobagem. Começou a perder o jogo no momento em que definiu a estratégia.
Merecido
Outro que mereceu a conquista, além do grupo de jogadores, foi o treinador da Chapecoense. Era sua quinta final e nenhum título na bagagem. Mauro Ovelha era quatro vezes vice-campeão. A hora do Ovelha chegou. Foi sofrido, mas chegou. Parabéns ao melhor técnico do campeonato.
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