Sofrido
Dizem que o que é sofrido é mais gostoso. Verdade, pelo menos pra quem sorri no final. A classificação da Chapecoense, por exemplo, foi um sofrimento só, mas no final valeu a pena. Bom pros torcedores do oeste, horrível pros torcedores da capital. O Avaí vencia por dois a zero e cedeu o empate no segundo tempo. Um empate com o sabor amargo da derrota. A Chapecoense, que via sua vantagem escapar entre os dedos, reverteu a situação e obteve a classificação. Um empate com o doce sabor de vitória pro Verdão. O campeonato terminaria para um dos dois. Bom pra Chapecoense, que segue adiante. Ruim para o Avaí, que morreu na praia.
Dois jogos em um
A partida de domingo, na Arena Condá, pode ser dividida em duas partes. O primeiro tempo, onde a Chapecoense não entrou em campo e levou dois gols. E o segundo tempo, onde após uma bola na trave, que poderia definir tudo à favor do Avaí, o representante de Chapecó reverteu o quadro e reagiu heroicamente. Dois tempos distintos. O resultado, já que cada equipe venceu um tempo de jogo, só poderia ser o empate. Empate justo, como justa foi a classificação da Chapecoense.
Justiça
A classificação da Associação Chapecoense de Futebol às finais do Catarinão foi merecida. Houve justiça, pois é o time de melhor campanha no Estadual, que liderou todo o returno, de ponta a ponta. A Chapecoense tem três vitórias a mais que o Avaí. Para o finalista a diferença é maior ainda, quatro vitórias a mais pra Chapecoense. Justiça também será o título ficar aqui no oeste.
Paixão
A Chapecoense deve ter grande torcida domingo que vem em Criciúma. Já no domingo eram cinco ônibus confirmados. Outros ainda serão anunciados. Impressionante o interesse do público pelo Verdão. A cidade respira Associação Chapecoense há vários dias. E não será diferente nestas duas semanas que restam até o campeonato findar. E tem gente que acha que investir na Chapecoense é desnecessário e um desperdício de dinheiro. A Chapecoense é uma paixão, eleva a auto-estima dos que aqui moram. E aí não falo só da cidade, mas da região. E não podemos esquecer que este clube divulga Chapecó em todo o Estado e também no Brasil. Felizmente temos investimento na área, público e privado. São pessoas sérias, ninguém faz aventura ou rasga dinheiro. “Dai a César o que é de César”. Uns trabalham contra, outros não estão nem aí. Poucos, pelo o que se vê, mas existem e incomodam. No entanto, quem acredita e incentiva merece o reconhecimento. E nesse bolo entram torcedores e investidores, do que grita e vibra ao que coloca o dinheiro. Será que essa turma do contra, no fundo, não se emociona e torce? Vai ver, escondidinhos, eles até choram de alegria. Ou estou enganado? Quem não ajuda, que pelo menos não atrapalhe.
Apito
Um dos árbitros das finais deve ser Rodrigo D’Alonso Ferreira. Acho que apita em Chapecó. Já neste domingo, no sul, não sei. Pode ser o Célio Amorim ou o Jefferson Schmidt. Na quinta-feira saberemos.
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